Para concorrer com a Tesla e Porsche: Xiaomi lança carro elétrico e planeja se tornar uma das maiores montadoras do mundo

Para concorrer com a Tesla e Porsche: Xiaomi lança carro elétrico e planeja se tornar uma das maiores montadoras do mundo

Por Edmilson Pereira - em 2 meses atrás 1110

 A fabricante chinesa de smartphones Xiaomi apresentou nesta quinta-feira (28)  seu primeiro veículo elétrico e imediatamente anunciou que pretendia se tornar uma das cinco maiores fabricantes de automóveis do mundo.

O veículo, batizado de SU7, com a abreviação SU para Speed Ultra, é um modelo muito aguardado que o presidente-executivo da empresa, Lei Jun, destacou como tendo tecnologia de “motor superelétrico” capaz de proporcionar velocidades de aceleração mais rápidas do que os carros da Tesla e os veículos elétricos da Porsche, por exemplo.

Mas o carro — que provavelmente estará à venda dentro de alguns meses — está sendo anunciado em um momento em que o mercado automotivo da China — o maior do mundo — está enfrentando um excesso de capacidade e a desaceleração da demanda, o que têm fomentado uma guerra de preços.

Isso não impediu que Lei Jun delineasse grandes ambições.

“Trabalhando arduamente nos próximos 15 a 20 anos, nos tornaremos um dos cinco maiores fabricantes de automóveis do mundo, lutando para elevar o setor automotivo geral da China”, disse ele na apresentação.

Esses planos incluem a construção de “um carro dos sonhos comparável ao Porsche e ao Tesla”, acrescentou.

Espera-se que o SU7 também atraia os clientes devido ao seu sistema operacional compartilhado com os celulares populares e outros dispositivos eletrônicos da Xiaomi. Seus motoristas terão acesso contínuo ao portfólio existente de aplicativos móveis da empresa.

O SU7 virá em duas versões, uma com autonomia de até 668 km com uma única carga e outra com autonomia de até 800 km. Em comparação, o Model S, da Tesla, tem uma autonomia de até 650 km.

O preço ainda não foi anunciado. Lei disse que o custo será “de fato um pouco alto, mas que todos acharão justificável”.

Fonte: Reuters

Foto: REUTERS/Florence Lo