TSE terá só um mês para analisar novas regras sobre manipulação através da inteligência artificial

TSE terá só um mês para analisar novas regras sobre manipulação através da inteligência artificial

Por Edmilson Pereira - Em 4 dias atrás 253

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só terá um mês para analisar sugestões da sociedade e de plataformas digitais antes de definir as novas regras das eleições de 2026. A mudança mais aguardada está relacionada ao uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas.

Enquanto as normas não saem, proliferam nas redes sociais conteúdos adulterados, relacionados principalmente ao presidente Lula , que disputará o quarto mandato, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.

As audiências públicas para receber sugestões da sociedade civil foram marcadas para os dias 3, 4 e 5 de fevereiro.

O TSE divulga nesta segunda-feira, as resoluções para consulta do público. As normas que vão orientar a atuação da Justiça Eleitoral neste ano precisam ser aprovadas até 5 de março.

Com a aproximação das eleições de outubro, imagens de pré-candidatos editadas ou geradas por IA já se tornaram recorrentes nas redes sociais. Na semana passada, uma foto manipulada do presidente Lula “musculoso” foi compartilhada por petistas na internet.

“O homem tá forte e o projeto é longo. Vem tetra!”, escreveu o deputado Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, em post no X, ao divulgar a foto editada. O presidente, que tem 80 anos, vem reiterando em declarações públicas que disputará as eleições se estiver com “100% de saúde”.

Em dezembro, também circulou no TikTok um vídeo que simulava uma reportagem de telejornal e atribuía a Flávio Bolsonaro a liderança na corrida presidencial, informação que contraria os dados das pesquisas eleitorais.

Um mês antes, em novembro, outro vídeo falso mostrava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dizendo que pediu a prisão de Flávio.

Na prática, antes de cada eleição, o TSE edita resoluções para atualizar as normas que regem o pleito. As regras tratam de temas como propaganda e ilícitos eleitorais, além de atos gerais do processo, fiscalização e auditoria. O tribunal diz não haver qualquer atraso no processo de edição das resoluções neste ano.

Foto: O Estadão