PF ouve 8 investigados do escândalo envolvendo os bancos Master e BRB a partir desta segunda

PF ouve 8 investigados do escândalo envolvendo os bancos Master e BRB a partir desta segunda

Por Edmilson Pereira - Em 3 horas atrás 62

A Polícia Federal (PF) começa a ouvir nesta segunda-feira, 26, oito investigados na operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Os depoimentos serão feitos por videoconferência ou na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). As oitivas vão de 8h às 16h e seguirão até terça-feira (27).

Entre os investigados que vão depor estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos das empresas financeiras. A PF deve abordar os R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito vendidas ao BRB e uma teia de fundos e ativos inflados para aumentar o patrimônio do banco, em operações com a gestora Reag DTVM, que somam outros R$ 11,5 bilhões, segundo o Banco Central (BC).

O Banco de Brasília anunciou, no dia 28 de março de 2025, uma proposta de compra do Banco Master com o objetivo de formar um novo conglomerado, controlado pela estatal. O processo, no entanto, levantou polêmicas, dada a desconfiança sobre a qualidade dos ativos do Master e, no da 3 de setembro o Banco Central reprovou o negócio.

A partir daí, investigações em torno do Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, indicam que uma estrutura baseada em operações irregulares, fraudulentas ou enganosas, como mostrada nesta reportagem. Na prática, todas as operações que estão sob investigação tinham como objetivo aparente tentar mostrar a solidez dos números do banco, para que ele continuasse fazendo negócios.

O Banco Master apresentou nos últimos anos crescimento exponencial ao emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que pagavam retornos ao investidor acima da média do mercado − com a propaganda de venda baseada no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As investigações indicam que o balanço do Master mostra ativos inflados artificialmente via fundos com suspeita de serem turbinados ou com crédito consignado aparentemente frágil, enquanto os passivos eram bem maiores.

Fonte: Estadão

Foto: Fábio Vieira/Estadão