Ex-ministros da Justiça sugerem secretaria sob comando pessoal de Lula para conter crise após operação no Rio

Ex-ministros da Justiça sugerem secretaria sob comando pessoal de Lula para conter crise após operação no Rio

Por Edmilson Pereira - Em 3 meses atrás 2123

Atentos aos ‘dramáticos’ resultados da ação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, cinco juristas do governo FHC e do próprio petista querem que Lula ‘assuma o comando, pessoal e diretamente, de uma Secretaria Especial de Segurança Pública para conter a crise’7

Preocupados com os desdobramentos da ‘operação de alta letalidade’ da Polícia nos complexos da Penha e do Alemão – ação que deixou 121 mortos, inclusive quatro policiais -, um grupo de cinco ex-ministros da Justiça e 19 juristas e políticos enviou nesta quinta, 6, uma carta aberta ao presidente Lula na qual sugerem a ele que ‘assuma o comando, pessoal e diretamente’, de uma Secretaria Especial da Presidência da República para enfrentar a crise na segurança do Rio de Janeiro.

O objetivo da Secretaria, ressaltam a Lula, seria ‘coordenar, com a sua autoridade, todas as instâncias de Polícia, de inteligência, de informações e de competência operacional da União, para ajudar a debelar a crise do Rio, de forma conjugada com o Governo Estadual e também para iniciar a formatação institucional do Ministério de Segurança Pública no país, que é proposta contida em seu Programa de Governo’.

O documento é subscrito pelos ex-ministros Aloysio Nunes Ferreira, José Carlos Dias, Miguel Reale Jr., Nelson Jobim e Tarso Genro – os quatro primeiros dos governos FHC, o último do governo Lula.

A Secretaria Especial da Presidência seria dirigida por um secretário de Estado ‘com prerrogativas ministeriais, estreitamente ligado à liderança e direção’ do petista.

Claro que se Lula acatar a sugestão que a ele está sendo apresentada, assim com o STF que proibiu as incursões da polícia aos morros, a partir do Rio de Janeiro, adeus qualquer ação das forças de segurança contra o crime organizado e as facções criminosas no Brasil.

Com informações do Estadão

Foto: Arquivo/Web