Aumentou: A Paraíba já tem 5 casos notificados e investiga três pacientes de João Pessoa com sintomas da varíola dos macacos

Aumentou: A Paraíba já tem 5 casos notificados e investiga três pacientes de João Pessoa com sintomas da varíola dos macacos

Por Edmilson Pereira - em 2 semanas atrás 338

A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba atualizou, nesta segunda-feira (01),  a definição de caso suspeito para monkeypox, doença conhecida como varíola dos macacos, seguindo as orientações do Ministério da Saúde emitidas na última sexta-feira (29).

Até o momento, de acordo com a plataforma Redcap, que coleta e gerencia as notificações, a Paraíba tem 5 casos notificados da doença até as 16h desta segunda-feira (1º).

Destes, dois casos foram descartados e três seguem em investigação. Os três pacientes são residentes do município de João Pessoa, sendo dois homens com idade entre 20 e 29 anos e uma mulher na faixa etária entre 50 e 59 anos.

Com essa atualização, a presença de sintomas como início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção de pele aguda sugestiva para monkeypox, única ou múltipla em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) e/ou dor na região do ânus ou reto com ou sem sangramento e/ou edema peniano associados à progressão da lesão já podem configurar alerta para a doença.

Outros critérios como exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória ou contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas ou com caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas elevam o risco de contágio e a pessoa passa a ser um caso provável da doença.

A normativa também alerta que o contato com trabalhadores de saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) que tiveram contato com caso provável ou confirmado de monkeypox e/ou o contato com materiais contaminados (roupas de cama e banho ou utensílios de uso comum) pertencentes a pessoas que estão em investigação de monkeypox também fazem parte dos parâmetros para caso provável da doença, desde que tenham acontecido nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.

Não é necessária a existência de histórico de viagem ao exterior pela pessoa com suspeita nem pelo caso provável ou confirmado com o qual ela teve contato. Os casos suspeitos e prováveis são considerados confirmados após resultado laboratorial “Positivo/Detectável” para monkeypox vírus (MPXV) por diagnóstico molecular (PCR em Tempo Real e/ou Sequenciamento). Em caso de resultado “Negativo/Não Detectável”, o caso é considerado descartado.

A Secretaria estadual de Saúde informa que a Paraíba já conta com hospitais de referência para tratamento de adultos e crianças que apresentem a forma grave da doença, mas o primeiro contato do paciente com a rede pública de saúde deve acontecer prioritariamente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A secretária de Saúde do estado, Renata Nóbrega, destaca que a grande maioria dos casos se desenvolve de maneira leve. “É uma doença de tratamento sintomático cuja prioridade do paciente deve ser manter-se em isolamento a fim de não contaminar outras pessoas. De toda forma, os pacientes com suspeita da doença devem procurar um atendimento médico para que seja notificada a suspeita e feita a investigação necessária com coleta de exames. Esse contato também é importante para que a rede de saúde possa acompanhar a evolução do caso”, reforça.

A Saúde do Estado reforça que os casos suspeitos de monkeypox devem ser notificados pela rede de saúde de forma imediata ao Centro Estadual de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-PB) por meio do preenchimento do formulário de notificação on-line: https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=YC4CFND7MJ.