Morre em João Pessoa o jornalista e escritor Nelson Coelho

Por Wamberto Ferreira - em 4 meses atrás 480

Faleceu no início da noite desta quinta-feira (09), em João Pessoa, o jornalista, escritor e historiador, o jornalista Nelson Coelho, de 76 anos. Ele faleceu em casa em consequência de um câncer de pulmão.

Ele pai do atual  prefeito de Sobrado, George Coelho.

O velório acontece na Central de Velórios São João Batista, no bairro da Torre, e o sepultamento às 16 horas desta sexta-feira (10), no cemitério Senhor da Boa Sentença, em João Pessoa.

Trajetória no serviço público

Nelson Coelho era natural do município de Santa Luzia, filho de Abel Coelho,  que foi gerente da usina de algodão e tinha uma rádio amador na cidade. Nelson iniciou sua carreira no serviço público como Assessor de Imprensa no Governo Pedro Gondim, em 1961, passando logo em seguida ao cargo – Oficial de Gabinete até o final do governo; em 1966, no Governo João Agripino Filho, exerceu os cargos de Assessor, Administrador da Penitenciária Modelo e Assessor Geral da Secretaria do Interior e Justiça, na gestão Jacob Frantz. Passou um longo tempo como Assessor do Promoexport e por duas vezes foi Secretário da Prefeitura de Sapé (1976/1977 e 1983/1887).

Ingressou no jornalismo como colaborador do jornal Correio da Paraíba (1977), manteve programas na Rádio Cultura de Guarabira, Rádio Correio da Paraíba e Rádio Arapuan, sempre desenvolvendo um jornalismo político.

O jornalista foi Assessor dos Governadores Tarcísio Burity e Ronaldo Cunha Lima. Exerceu o cargo de Diretor Técnico, depois Diretor do Jornal A União, no Governo José Maranhão, onde ingressou como jornalista político em 1987.

Em 2002, Nelson Coelho publicou o livro ESQUINA DO TEMPO, pela editora A União, órgão que dirige como superintendente. O livro foi apresentado pelo Jornalista Villas-Boas Corrêa, que reconhece em Nelson Coelho “O modelo do novo repórter do Brasil”.

Nelson Coelho se destacou por sua independência na apreciação dos fatos políticos locais e nacionais. Jornalista combativo, às vezes polêmico, é profundo conhecedor da história política paraibana.