Jeová Campos enaltece posição do governo federal de prorrogar pagamento do auxílio emergencial e lembra que propositura foi aprovada pela AL-PB

Por Edmilson Pereira - em 1 mês atrás 45

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) destacou na sessão remota realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, nesta quarta-feira (03), a posição do ministro da Economia,  Paulo Guedes admitindo, publicamente a possibilidade de estender a concessão do auxílio emergencial de R$ 600  voltado principalmente a trabalhadores informais, por mais um ou dois meses.  Jeová reforçou, que o presidente Bolsonaro, nessa terça-feira (02), também se manifestou favorável a ampliação do benefício.

Jeová Campos destacou que, inicialmente,  o benefício do auxílio emergencial foi concedido para os meses de abril, maio e junho e lembrou  a que a sugestão da prorrogação do pagamento do auxílio partiu de uma iniciativa sua, aprovada, por unanimidade pela AL-PB, posteriormente, abraçada pela Mesa do Poder Legislativo Estadual que, a partir daí e de forma pioneira em nível nacional, ecoou para o restante do país, chegando ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.

Contudo, ao tomar conhecimento das declarações de Bolsonaro sobre a possibilidade de prorrogar o pagamento, o deputado Jeová Campos manifestou preocupação com duas questões: a primeira é sobre a manutenção do valor pago e a outra pelo prazo de vigência do pagamento. “Ao que me consta, o ministro Paulo Guedes quer reduzir o valor para R$ 200, aliás, esse montante era defendido por ele desde o princípio, e só foi aumentado por pressão do Congresso e da sociedade civil. Minha outra preocupação é sobre o prazo, pois, entendemos que mais dois meses não serão suficientes para reequilibrar a situação dos trabalhadores informais”, reforçou o parlamentar, lembrando que a proposta levada pela AL-PB é de que o auxílio seja mantido até 31 de dezembro deste ano.

O deputado Adriano Galdino disse em seu pronunciamento que vai emitir uma nota em nome dos deputados paraibanos parabenizando o ministro Paulo Guedes e o Presidente da República, Jair Bolsonaro. No entanto, mesmo entendendo que o gesto de acatar a solicitação de ampliação do pagamento, o deputado Jeová Campos pediu para retirar seu nome da nota, justificando que não vai parabenizar um governo que massacra trabalhadores, suprime direitos, que incita a violência, que discrimina pessoas, que promove a discórdia e o preconceito, etc. “Presidente, retire meu nome desta nota. Não vou assiná-la”, reforçou Jeová, finalizando que essa prorrogação não é nenhum favor do governo Bolsonaro, nem muito menos do ministro Guedes. “Essa atitude é inevitável diante das atuais circunstâncias, os valores não devem ser alterados e esse pagamento, sem redução, deve perdurar até 31 de dezembro e não apena mais dois meses”, finaliza Jeová.