Fluminense derrota o América e garante permanência na série A para 2019

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O ano de 2018 certamente será esquecido muito rapidamente pelo torcedor do Fluminense. Mas após tantos meses de decepções em campo e fora dele, ao menos a torcida pôde se despedir com festa e, principalmente, muito alívio. Mesmo sem jogar bem, o time voltou a marcar e a vencer. Ainda que magro, o placar de 1 a 0 contra o América-MG  era tudo o que a torcida queria. O fantasma do rebaixamento ficou para trás.

Os problemas continuam. Direitos de imagem atrasados, receitas penhoradas e crise política. Mas fica a esperança de que, em 2019, o clube aprenda com seus próprios erros.

Com 45 pontos, o Fluminense terminou em 12° e ainda se garantiu na Sul-Americana.

Quando o jogo começou, era possível sentir a pressão no ar. Tanto nas arquibancadas quanto dentro de campo. Com os dois times sob risco de rebaixamento, os erros de passe predominaram. Mas o Fluminense, que ainda lutava contra seu jejum particular de gols, parecia sentir mais.

Foi o América-MG quem primeiro esteve perto de marcar. Primeiro, com um pênalti cometido por Marlon em Aderlan. Mas foi aí que surgiu o primeiro grande herói do jogo: Júlio César. Aos 26m, ele defendeu o pênalti cobrado por Luan. Se o grito de gol não saía há oito jogos, a defesa do camisa 1 deu à torcida a catarse que ela tanto esperava.

No duelo particular com o atacante mineiro, o goleiro ainda levaria a melhor sete minutos depois, quando se agigantou diante dele para bloquear um chute a gol. Só que a bola ainda bateu em Igor Julião e voltou em direção à meta tricolor. Foi a vez de Gum colaborar com sua dose de heroísmo e salvar em cima da linha.

Depois de tanto sufoco, o Fluminense, enfim, foi à frente. Primeiro em chute colocado de Marcos Júnior, ao 33m, bem defendido pelo goleiro João Ricardo. Só que, oito minutos depois, o camisa 1 mineiro não teve chances de defesa quando Richard subiu mais alto que os demais e concluiu, de cabeça, o escanteio cobrado por Marlon. O Maracanã veio abaixo. Era o gol que os tricolores tanto esperavam. Os jogadores correram para abra çar o volante. Mais distante, Júlio César foi até à torcida comemorar com ela. Após 803 minutos, o maior jejum da história do Fluminense terminou.

Mesmo sem essa pressão, o time não melhorou no segundo tempo. Seguiu abusando dos erros na saída de bola e na troca de passes. A equipe esbarrou na falta de um jogador criativo. Sornoza, o único meia da equipe, assistiu ao jogo do banco em razão da queda de rendimento nas últimas semanas.

A única boa chance dos tricolores foi uma cabeçada de Luciano no travessão, aos 15m. Já o time mineiro, embora tenha buscado mais o jogo, chegou sempre com pouco perigo ao gol de Júlio César.
Nos minutos finais, a torcida só queria saber de comemorar. Cantou, fez a “ola” e festejou. A chuva que caiu no Maracanã cumpriu o gesto simbólico de lavar a alma dos tricolores. Num 2018 marcado pela tensão e pelas decepções, pelo menos o ato final foi digno.

Redação e o Globo