Disputa eleitoral na Paraíba terá surpresas e “cabeças pretas” do PSDB vão desembarcar no PPS

Por Edmilson Pereira - em 9 meses atrás 207

Até o dia 7 de abril próximo, que é a data com prazo final da desincompatibilização para quem ocupa cargos nos altos escalões do Executivo, incluindo governadores, prefeitos e secretários estaduais e municipais que irão disputar mandatos eletivos no pleito deste ano. Muitas surpresas irão acontecer, e em se tratando de Paraíba tudo é possível, com possibilidade real de alianças políticas entre adversários e aliados do governo que poderão receber o apoio da oposição e disputar cargos na majoritária.

Digo que isso não é ficção, nem impossível, até porque a história tem mostrado o contrário. Afirmo mais, muitas decisões serão tomadas longe da Paraíba, nos gabinetes de Brasília, e por lá já tem muitos políticos se articulando, até porque isso já aconteceu e voltará a se repetir nas eleições deste ano.

As mudanças de comandos partidários aqui no Estado são decretadas a partir da Capital Federal. Os deputados Lindolfo Pires, Tião Gomes, Janduhy Carneiro, Inácio Falcão, só para ficar nesses, são testemunhas do Poder que as executivas partidárias têm. Sem serem comunicados, foram vítimas de intervenções e afastados das direções do Pros, PSL, Podemos e Avante.

O mesmo poderá acontecer com outras legendas, até o dia 7 de abril, quando termina a janela partidária, que possibilita aos detentores de mandatos eletivos – deputados federais, estaduais e vereadores – mudem de legendas, sem perda do cargo por infidelidade partidária.

É ai que corre o risco, por exemplo, do PPS, atualmente presidido pelo jornalista e secretário de governo, Nonato Bandeira, perder a direção da legenda na Paraíba, numa decisão de cima para baixo, vinda de Brasília, passando o Partido Popular Socialista ao comando do deputado Pedro Cunha Lima, atualmente filiado ao PSDB, que diga-se de passagem, não partiu dele essa articulação, mas o mesmo foi convocado por outros chamados “cabeças pretas” do tucanato nacional, para essa operação, e o PPS deverá ser o destino de todos eles. Acrescento mais, se o Pedro entrar no PPS, não descarte a possibilidade, aí sim, do mesmo vir a ser candidato a governador, juntando o discurso do “Novo, Juventude, Mudança e Ficha Limpa”.

No dia 17 de fevereiro último escrevi: ALIANÇA: Sem o apoio de Maranhão e de Cássio, prefeito Cartaxo pode se recompor com Ricardo Coutinho na disputa pelo governo do Estado (http://www.paraibanoticia.net.br/?s=cartaxo+e+ricardo), quando antecipei que Cartaxo não seria candidato a governador pela oposição e que poderia se aliar novamente ao governador Ricardo, o que tem tudo para acontecer.

Como a política da Paraíba é muita dinâmica e emocionante, tanto quanto uma decisão de um clássico de futebol, duas datas antes das eleições de outubro são decisivas e definitivas. A primeira será o dia 7 de abril, quando finalmente saberemos se o governador Ricardo Coutinho (PSB), a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), e os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigo (PSDB) deixarão ou não os cargos que ocupam. A segunda data será 5 de agosto, último dia das convenções partidárias, que definirão oficialmente os candidatos para governo, vice, senatória e as coligações partidárias. Antes dessas duas datas só especulações e nada mais do que isso.