DISPERSÃO: Senado tem menor leva de emedebistas dos últimos 24 anos

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A eleição para o Senado Federal em 2018 revelou um cenário de fragmentação partidária. Um número recorde de partidos conseguiu eleger um representante na casa: os 54 senadores eleitos estão distribuídos em 21 siglas. Além disso, a dispersão de forças se faz notar pela quantidade de legendas que devem começar a nova legislatura com um número parecido de senadores.

Para facilitar a compreensão dos gráficos, vale ressaltar que o mandato dos 81 senadores é de oito anos, porém, a cada quatro anos, uma parcela deles é renovada, alternando entre dois terços (54 senadores) e um terço (27). Neste ano, 54 representantes assumem o cargo.

Na eleição de 2014, em que ⅓ do Senado foi renovado, o partido que alcançou o maior percentual das vagas em disputa foi justamente o MDB, que conseguiu 5 senadores – 19% das vagas. Dessa vez, o partido foi novamente quem mais elegeu representantes, com 7 parlamentares, mas que representam apenas 13% de uma disputa em que ⅔ da casa estavam em jogo.

O PSDB, que desde 2010 era a terceira força em percentual de parlamentares eleitos, viu esse valor cair de 15% para 7%. A queda do PDT foi ainda mais acentuada, de 15% para 3%.

A Rede, criada por Marina Silva em 2015, fez sua primeira disputa pela Casa. Ainda que sua principal líder, e então candidata à Presidência, tenha naufragado na disputa pelo Executivo, o partido conseguiu 5 cadeiras, ou 9% do total. O PSL, de Jair Bolsonaro, obteve 5 parlamentares. Antes, os sociais-liberais nunca tinham eleito um senador. Essa evolução está representada no gráfico do topo da matéria.

Além da dispersão, a disputa desse ano viu partidos tradicionais como PSDB e MDB perderem força, enquanto duas legendas emergentes conquistaram bancadas representativas.

Somando os recém-eleitos com os 27 que permanecem na casa, o MDB ainda tem a maior bancada, seguido do PSDB, com 12 e 8 senadores, respectivamente. O Partido dos Trabalhadores também assume com menos cadeiras: eram 9 e caíram para 6. Quem apresentou crescimento expressivo foram Rede e PSL. Ambas as siglas, que não tinham nenhum congressista na casa, vão iniciar 2019 com 5 representantes.

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) é o partido que mais manteve números expressivos de senadores eleitos desde 1994. Entretanto, desde 2010, o percentual dos senadores eleitos pela legenda vem diminuindo. Com a fragmentação partidária observada na última eleição, o MDB teve seu pior resultado nesse quesito: 8 das 54 vagas disponíveis. Mesmo assim, continua com a maior bancada no Senado.

Há algumas eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT) registra altos e baixos no Senado. Em 2010, ano em que Dilma Rousseff foi eleita presidente pela primeira vez, o partido ficou em sua melhor colocação: segundo lugar, com 20%. Agora, o PT manteve a porcentagem de 7% de senadores eleitos que alcançou em 2014, mas sua bancada diminuiu de 9 cadeiras para 6.

Fonte: Redação e Agência Estado