Deputado do PSOL do PA pede desculpa por fala sobre “morte” de Bolsonaro

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Em vídeo divulgado por sua assessoria de imprensa, o deputado Edmilson Rodrigues (PSOLPA) se desculpou publicamente por ter dito, durante entrevista à TV Câmara, que o presidente Jair Bolsonaro, internado no Hospital Albert Einstein, “está para morrer”.

“Ao invés de dizer que o presidente corria risco e estava debilitado, usei uma expressão que falava em risco de morte”, afirmou ele. No Facebook, o deputado estadual Delegado Francischini (PSLPR) disse que a executiva nacional do PSL vai acionar o Conselho de Ética da Câmara contra Rodrigues.

Bolsonaro está em tratamento no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de ter sido submetido a uma cirurgia no intestino, no dia 28 de janeiro. Na ocasião, foi retirada a bolsa de colostomia usada desde o atentado à faca sofrido na campanha eleitoral, no dia 6 setembro de 2018. Durante a internação, ele conduz o Executivo federal de um gabinete improvisado na antessala do quarto onde se recupera.

O FATO

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) disse nesta quinta-feira, 7, em entrevista à TV Câmara que o presidente Jair Bolsonaro “está para morrer”, e que pessoas próximas o obrigaram a reassumir o cargo por supostas desconfianças em relação ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Aliados do governo repudiaram o comentário do deputado e prometeram acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Durante a entrevista, a repórter perguntou ao parlamentar se ele avaliava que poderia ser bem-sucedida a estratégia do governo de apresentar a reforma da Previdência e o pacote anticrime ao mesmo tempo na Câmara.

“Olha, eu acho que o governo deve definir a sua estratégia, mas não se entende. Nem vice… O presidente está para morrer, mas a sua assessoria mais direta praticamente o obrigou, o constrangeu a reassumir o cargo, porque ele não tem confiança no vice, que é um general de carreira”, respondeu Rodrigues. (https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/deputado-pede-desculpa-por-fala-sobre-morte-de-bolsonaro)