ATRASO DELIBERADO: Por que grandes nações ainda não começaram a vacinação contra a Covid?

Por Edmilson Pereira - em 1 semana atrás 24

Alguns países têm sido apontados como exemplos brilhantes de manejo do coronavírus. Na Austrália, Nova Zelândia e Taiwan, as infecções diárias por Covid estão na casa de um dígito e os surtos são rapidamente suprimidos.

Mas há uma área em que essas nações estão bem atrás, a vacinação. Esses países tem alguns dos sistemas de saúde mais invejáveis ​​do mundo, mas não começarão a vacinar até o final de fevereiro ou mais tarde.

O atraso é deliberado. As milhões de pessoas que já estão sendo vacinadas contra a Covid-19 fornecerão dados valiosos para aqueles países que – por várias razões – decidiram esperar por mais informações sobre a vacina, sua eficácia e efeitos colaterais antes de implementá-la para populações vulneráveis ​​e o público.

O ministro da saúde da Austrália, Greg Hunt, disse na quinta-feira que a Austrália tem orgulho de fazer parte deste grupo dos “países mais bem-sucedidos do mundo em lidar com” Covid-19, e que não seria pressionado a antecipar o início de vacinação.

Um fator significativo para a implementação acelerada em alguns países é a gravidade de suas situações. Os EUA registraram um recorde de 3.900 mortes por coronavírus na quarta-feira. Na quinta-feira, o número de mortos no Reino Unido aumentou em 1.162. A urgência da vacina nesses países é palpável, com hospitais e necrotérios lutando para controlar o número de mortos e profissionais de saúde que estavam esgotados meses atrás.

Em comparação, a maioria dos estados e territórios australianos não registra casos locais do vírus há meses, enquanto não há transmissão comunitária na Nova Zelândia desde 18 de novembro.

Mesmo o Japão, que na quinta-feira relatou um recorde de 2.447 novos casos e declarou estado de emergência em Tóquio, não está apressando a implementação. A mídia japonesa relatou que as vacinações não começarão até o final de fevereiro, com a primeira dose para cerca de 10 mil profissionais de saúde da linha de frente. Aqueles com mais de 65 anos, trabalhadores domiciliares e pessoas com problemas de saúde subjacentes seguirão em março.

Fonte: Paraíba Notícia e IstoE